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FEPAM modifica procedimentos para Licenças

Com inscrições abertas para a contratação emergencial de 60 técnicos por meio de seleção simplificada de títulos, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) tenta reestruturar seu quadro, enquanto trabalha na reformulação de procedimentos internos, especialmente na área de licenciamento ambiental, que em abril foi alvo da Operação Concutare da Polícia Federal, que investigava um suposto esquema de pagamento de propinas para a liberação de licenças. A operação levou ao afastamento dos secretários de Meio Ambiente do Estado e da Capital, na época, Carlos Fernando Niedersberg (PCdoB) e Luiz Fernando Záchia (PMDB), respectivamente, além da então presidente da Fepam, Gabriele Gottlieb (PCdoB).

Escolhido pelo governador Tarso Genro (PT) por seu perfil técnico, Nilvo Alves da Silva assumiu a fundação no início de junho, quando criou dois grupos de trabalho nas áreas identificadas como mais problemáticas: a reorganização do quadro funcional e a padronização dos procedimentos de concessão de licenças. 

De acordo com o gestor, enquanto a equipe trabalha na reformulação do plano de cargos e funções - que é uma exigência legal para a realização de concurso público -, estão sendo selecionados engenheiros, geólogos, agrônomos, biólogos, entre várias outras especialidades técnicas, para dar conta da demanda pelos serviços da Fepam, que além de licenciamento, também é responsável pela fiscalização das atividades licenciadas e pelo monitoramento do ar e da água, entre outras funções.

“A Fepam vem de um longo processo com problemas de gestão”, pondera Silva, avaliando que foram tomadas medidas de curto prazo, como a contratação de pessoal e a reorganização interna. “Não adianta ter um monte de gente trabalhando sem procedimentos”, observa, revelando a adoção de algumas iniciativas. 

“A primeira delas diz respeito ao próprio processo de decisão sobre as licenças ambientais”, ressalta, dizendo que foram criados novos procedimentos formais. “São instruções normativas sobre como as rotinas funcionam. Hoje, para uma licença ser emitida na Fepam, precisa passar por um processo que torna muito difícil que uma fraude aconteça. São várias pessoas até que a licença seja emitida”, descreve Silva, alegando que as modificações não tornaram o processo mais demorado. “As licenças saem no mesmo tempo, mas com um controle muito maior”, destaca o dirigente.

Para o presidente da Associação de Servidores da Fepam (Asfepam), Estevão Segalla, houve uma mudança “da água para o vinho” na condução do órgão público, lembrando que “a instituição estava tecnicamente desacreditada” após o desencadeamento da Operação Concutare, avaliando que “o governador acertou em escolher uma pessoa experimentada e gabaritada” para presidir a fundação.

Silva comemora os primeiros resultados. “A Fepam é hoje uma instituição mais organizada, e que está funcionando”, resume o gestor, lembrando que houve dificuldade de funcionamento após o incêndio em suas instalações em março do ano passado, quando estava situada em outro prédio, e pela própria situação de transição resultante da Operação Concutare. “Se me perguntar se já está organizada como gostaria que estivesse, minha resposta é não. É um processo. Mas já tem rotinas mais bem definidas e processos de tomada de decisão que evitam a fraude”, pondera.


MONITORAMENTO DO AR PRECISA SER APERFEIÇOADO

O presidente da Fepam, Nilvo Alves da Silva, reconhece que a fundação precisa melhorar a infraestrutura de monitoramento do ar, que “já foi referência para o Brasil, com os investimentos do Pró-Guaíba no início dos anos 2000”, mas que está bastante sucateada. O setor, junto com o monitoramento da água, está sendo reorganizado no departamento de qualidade ambiental.

A rede, com nove estações de verificação da qualidade do ar, foi inaugurada por Silva no início dos anos 2000, quando era presidente da Fepam, no governo Olívio Dutra (1999-2002). “Todas essas estações pararam de funcionar, lá por 2010, por absoluta falta de manutenção”, denuncia, dizendo que a recuperação está em andamento. “Dessas estações que foram paralisadas, já estamos recebendo neste ano R$ 1,5 milhão do Fundo Estadual de Meio Ambiente para a reforma de duas estações, e já está no orçamento do fundo para o ano que vem a reforma de mais três”, enumera o gestor. 

Além da recuperação das existentes, novas unidades de monitoramento estão sendo instaladas por meio de parceria com empresas responsáveis por grandes empreendimentos que impactam na qualidade do ar. “As parcerias já renderam duas estações em Canoas, duas em Charqueadas e uma em Gravataí”, contabiliza, observando que os dados passarão a ser disponibilizados diariamente no site da Fepam após algumas adaptações técnicas. 

“Até o final do ano que vem, vamos ter cinco estações mantidas pela indústria e cinco pelo Estado, além de outras duas em Rio Grande”, elenca o presidente do órgão ambiental, adiantando que outras regiões do Estado, como a Serra, devem receber instalações para o monitoramento da qualidade do ar.

Fonte: Jornal do Comércio

Por Alexandre Leboutte

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CFTA e MDA realizam reunião para discutir cooperação na supervisão do PROAGRO

  Na imagem: o presidente do CFTA Mário Limberger, o Coordenador-Geral de Seguro da Agricultura Familiar José Carlos Zukowski, o ex-senador Valdir Raupp e o Coordenador de Monitoramento do Seguro da Agricultura Familiar Maurílio Canut   Representantes do Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas e da área de seguro rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar estiveram reunidos nesta semana, em Brasília, com a participação do Coordenador-Geral de Seguro da Agricultura Familiar José Carlos Zukowski e com o Coordenador de Monitoramento do Seguro da Agricultura Familiar Maurílio Canut, representando o MDA, e do presidente do CFTA Mário Limberger e o ex-senador Valdir Raupp. O encontro tratou da necessidade de fortalecer o acompanhamento dos laudos do Proagro elaborados por Técnicos Agrícolas, a fim de evitar divergências entre os documentos e as condições reais das lavouras no momento da apuração de prejuízos. O CFTA e o MDA poderão formalizar um acordo de cooperação técnica, por meio do qual passarão a atuar conjuntamente no enfrentamento de eventuais desvios, com o objetivo de dar maior transparência às operações do Proagro. Os peritos do Proagro, que incluem Técnicos Agrícolas e profissionais de diferentes áreas do setor agropecuário, desempenham um papel fundamental na apuração das perdas nos processos de sinistros e sua atuação dos peritos precisa ser acompanhada e as ações de parceria entre o CFTA e o MDA serão importantes para promover a qualidade dos trabalhos desses técnicos.   A SUPERVISÃO DO PROAGRO A Lei 8171/91, Art. 65C, estabelece que o MDA deve realizar o credenciamento e a supervisão dos encarregados de comprovação de perdas do Proagro. A supervisão da comprovação de perdas verifica a adequação do trabalho dos peritos, por meio de diferentes tipos de ações, incluindo fiscalização “in loco” nas lavouras, fiscalização por imagens de satélite e outras ferramentas de sensoriamento remoto, fiscalização na documentação e registros nos sistemas do Proagro relacionados aos processos de sinistros e ações de investigação que forem necessárias nesse contexto. O credenciamento é feito por meio do Cadastro Nacional dos Encarregados de Comprovação de Perdas do Proagro (CNEC), instituído pela Portaria PR/CC/SEAD Nº 633, DE 22 DE OUTUBRO DE 2018. Essas ações foram regulamentadas pelas Portarias MDA 14, 15 e 16, de 18 de março de 2025, que reformularam e atualizaram o quadro institucional da supervisão do Proagro. Foi instituída a Comissão de Monitoramento e Revisão Cadastral do CNEC (CMRC), com atribuições para analisar situações com indícios de irregularidades na comprovação de perdas do Proagro, instaurar processo administrativo, definir o tratamento para cada situação analisada e aplicar penalidades conforme a natureza e a gravidade do que for constatado. Além disso, dependendo das características de cada situação, os processos poderão ser encaminhados aos órgãos judiciais, policiais e conselhos profissionais para análise, investigação e demais providências cabíveis no âmbito dessas entidades.   Para ler na íntegra cada portaria, clique nos links abaixo: PORTARIA MDA Nº 14, DE 18 DE MARÇO DE 2025 PORTARIA MDA Nº 15, DE 18 DE MARÇO DE 2025 PORTARIA MDA Nº 16, DE 18 DE MARÇO DE 2025   OBJETIVOS DA SUPERVISÃO O trabalho do MDA envolve um amplo leque de ações compreendendo a formulação de políticas, o monitoramento da operação do Programa, a gestão de riscos (incluindo riscos agrícolas, riscos operacionais e risco moral) e o credenciamento e supervisão dos peritos conforme previsto na legislação do Proagro. As ações de supervisão dos peritos têm o objetivo de que os trabalhos de comprovação de perdas sejam desenvolvidos de forma adequada, observando as normas do Programa e realizando todos os procedimentos necessários para apuração das perdas, identificação e quantificação de perdas amparadas e não amparadas e cálculo da indenização, com a devida correção técnica. O objetivo final é promover a sustentabilidade do seguro, o bom funcionamento e a qualidade das operações do Proagro e o bom atendimento das necessidades do agricultor para que possa plantar com segurança. Com a união entre CFTA e MDA, esse esforço ganha um caráter ainda mais estratégico: ao assegurar transparência e rigor técnico nos processos, cria-se um ambiente de maior confiança para o agricultor familiar, que passa a ter mais segurança para investir na produção, garantindo renda, estabilidade no campo e o fortalecimento da agricultura familiar como base do desenvolvimento rural sustentável.

CFTA promove capacitação sobre emissão de Termo de Responsabilidade Técnica

Treinamento, por videoconferência, foi voltado para colaboradores da Cooperativa Santa Clara, uma das maiores do Rio Grande do Sul   Capacitação para emissão de Termo de Responsabilidade Técnica (TRT). Este foi o tema de treinamento realizado pelo Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas (CFTA), nessa segunda-feira (25), para colaboradores da Cooperativa Santa Clara, do Rio Grande do Sul. A capacitação foi solicitada ao CFTA pelo engenheiro Fernando Giacomel, coordenador da Equipe Técnica da Santa Clara. A videoconferência foi ministrada por Camila Berclaz, assessora administrativa do CFTA, e por Sandra Machado, supervisora do Setor de Registro de Pessoa Jurídica do Conselho. O treinamento foi dividido em dois momentos: inicialmente, foi abordado o procedimento a ser realizado pelo profissional e, em seguida, o processo de responsabilidade da empresa. Durante a primeira parte, foi detalhado o passo a passo para a emissão correta do TRT de Cargo ou Função, com ênfase nas observações e cuidados necessários para o preenchimento adequado. Em seguida, foi apresentado o processo realizado pela empresa para efetivar e protocolar o vínculo entre profissional e pessoa jurídica. “Também abordamos o procedimento de baixa da responsabilidade técnica, em que a empresa formaliza o desvínculo de um colaborador”, disse Camila. Receituário Agrícola Na segunda parte, foi demonstrada a emissão do TRT de Receituário Agrícola, incluindo todas as etapas do procedimento, os cuidados com as numerações do TRT, a importância da utilização correta dessas numerações no programa emissor da empresa e o processo de baixa do documento. Também foram esclarecidas dúvidas referentes aos dois tipos de TRT, além de orientações sobre os relatórios que devem ser anexados ao pedido de baixa do TRT de Receituário Agrícola. Por fim, as palestrantes do CFTA reforçaram a importância do papel do profissional no uso responsável dos Termos de Responsabilidade Técnica, destacando que é de sua competência preencher corretamente os TRTs e, após a conclusão, formalizar o encerramento por meio da baixa.   CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS SOBRE TRT